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O Elo Perdido – Créditos de carbono para programas de eficiência energética

por thiagoúltima modificação 06-03-2008 21:04:00

Fabiana Rodrigues - Analista Sênior do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro

Falando um pouco do Protocolo de Kyoto, é possível trazer recursos do exterior, mas é preciso normatizar,  porque se o Brasil não se compromete com a redução de emissões, pode se perder o direito.

Mas tem um novo método de elaboração de projetos, principalmente para a área de eficiência energética, que é mais pragmático. Este método possibilita fazer um projeto para uma comunidade e encaixar projetos independentes. Deste jeito, é possível reunir as pequenas empresas, conseguir a aprovação e ir atrás de crédito de carbono, que vai ser emitido em nome da concessão ou em nome do governo.

Estamos neste momento em discussão com a ONU para revisar os métodos de envio de projetos para facilitar a aceitação dos de eficiência energética para o setor de construção, padarias, para o setor de pequenas empresas em geral. É uma coisa que existe e que ninguém está se dando conta. Mas é importante frisar que, no momento em que se impõe uma normativa obrigatória e no momento em que aprovarmos uma lei que regulamenta projetos de eficiência energética, os projetos não são mais enquadrados.

Para saber o volume mínimo de crédito que viablize um projeto, é preciso fazer um cálculo. Por exemplo, se você tem um projeto de US$ 100 mil que reduz a emissão de CO2 em 1.000 toneladas por ano, talvez não seja viável.

Mas, muitas empresas, mesmo tendo pouco crédito de carbono, investem em aprovação porque assim elas têm um cota que pode ajudar a vender o seu produto no exterior porque os compradores sabem que a empresa controla a emissão de carbono. Então o crédito torna-se um grande incentivo para as exportadoras.

Isto pode ser um grande incentivo para uma empresa porque hoje estamos vendendo o crédito de carbono no mercado japonês entre 13 a 16 Euros a tonelada. Queremos  estimular as empresas venderem créditos. As vezes uma empresa estrangeira ajuda uma outra a trocar a caldeira para ficar com os créditos. O preço que ele compra antecipado é muito baixo, em torno de 7 Euros. Se pensarmos bem, uma empresa brasileira que investe numa caldeira, tem uma eficiência energética e ainda um crédito de carbono emitido a 7 euros, ela está ganhando. Mas em geral este crédito não fica no Brasil. E o que a gente quer estimular é que este crédito de carbono fique no Brasil. E para isto, junto com o BNDES, estamos discutindo a criação de um fundo de participação para empresas investirem em créditos de carbono, para que o crédito fique no Brasil. Começamos a visitar associações e entidades para apresentar este programa e mostrar que existe um incentivo financeiro para aplicar em eficiência energética.

Por enquanto é voluntário, e assim é mais simples porque a auditoria faz o trabalho para comparar as situações antes e depois da implementação dos projetos. Mas é para fazer em 2008, porque em 2012 o governo vai se comprometer com metas que vai resultar na necessidade de entregar parte dos créditos para o governo, assim não vamos ter este incentivo 100%.

Áudios
Ivo Pugnaloni (aprox. 7') - Ivo Pugnaloni, diretor da Enercons, debate lei de eficiência energética.
Fernando Bacellar (aprox. 5'10") - Fernando Bacellar, coordenador de clientes corporativos da Eletropaulo, apresente projetos de eficiência energética da empresa.
Ricardo Wargas (aprox. 6') - Ricadro Wargas do Sebrae-RJ discute eficiência energética nas pequenas e médias empresas.
Paulo Bastos (aprox. 3'30") - Paulo Bastos, dirigente a ADBV discute ética e transparência no debate energético.
Augustin Woelz e Geraldo Magalhães (aprox. 11') - Augustin Woelz do Cietec e Geraldo Magalhães da Rewatt debatem inovação para a a eficiência enrgética.
 
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