O preço da sustentabilidade
Primeiramente, convém salientar que o índice de liquidez geral, usado para uma análise financeira de balanços contábeis, ajuda a avaliarmos um pouco da situação econômica de uma instituição, se comparado tal índice ano a ano. Quanto maior esse índice, melhor tende a ser a rentabilidade (lucro) e o desenvolvimento da empresa. Isso ocorre devido ao fato de ser uma fórmula matemática envolvendo ativo e passivo circulante, e também o que se tem a pagar e dispõe a receber em longo prazo, sendo a seguinte:
Índice de Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizável à Longo Prazo
Passivo Circulante + Exigível à Longo Prazo
Em seguida, meu objetivo é analisar a palavra da fórmula: “Longo Prazo”, e está aí a relação que farei com a sustentabilidade.
Muitos anúncios, propagandas, reportagens e demais informações sobre o assunto em voga, divulgados ao público através de diversos meios de comunicação, evidenciam a frase: “desenvolvimento sustentável é pensar a longo prazo, é fazer projetos que viabilizem a relação homo economicus com a natureza, com o bem estar social”. Entre outros ditos parecidos.
Contudo, coube-me verificar matematicamente, e espero que consiga deixar claro, que pensar e agir sustentavelmente é rentável no que se refere à liquidez da empresa. Baseando-se nisso, o maior desafio de muitas corporações preocupadas com o meio ambiente é aliar um alto grau de liquidez à sustentabilidade. E isso, com o tempo, muito possivelmente será verificado, pois são questões comprovadamente atreladas, através dessa fórmula, que evidencia a utilização do que se ganha e perde a longo prazo para mensurarmos o lucro.
Logo, não é uma simples publicidade dizermos que agir sustentavelmente em longo prazo é benéfico para uma empresa. Além de ajudar as pessoas e o planeta, colabora com as próximas gerações e é contábil e matematicamente mais rentável. Assim, alia-se lucro a benefícios, e todos saímos ganhando.