Setor de plástico defende reciclagem energética de lixo como complementar à coleta seletiva
A geração de energia a partir do lixo não concorre com a reciclagem mecânica e serviços de coleta seletiva nas grandes cidades, afirmou em carta aberta o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), que representa as principais empresas do setor petroquímico dentro do ciclo de vida do plástico.
No comunicado, a entidade lembra que uma de suas principais ações é promover a reciclagem do materiais plásticos pós-consumo e que por isso promove, junto com o poder público e redes de varejo, a instalação de pontos de coleta de de resíduos recicláveis e a divulgação do reuso e da reciclagem de sacolinhas plásticas dentro do Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas.
A carta aberta foi uma resposta a um manifesto dvulgado no início de dezembro pelo Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR) e mais 11 entidades paulistas contra a reciclagem energética de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. No entendimento deste grupo, a reciclagem energética não só emitiria gases poluentes mas também tiraria o meio de vida dos catadores nos grandes centros.
DIÁLOGO
No documento, o Plastivida propõe uma reunião com as entidades signatárias do manifesto, para definir ações em conjunto para fortalecer a coleta seletiva e reciclagem mecânica no município de São Paulo.
O Plastivida declara-se ainda preocupada com o volume de lixo presente nos aterros sanitários no município de São Paulo e acredita que a reciclagem mecânica de resíduos deve ser incrementada com a reciclagem energética.
Neste sentido, o Plastivida e Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe) firmaram um acordo para estudar o potencial de reciclagem energética no Brasil.

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